Deputado Coronel Meira Protocola Pedido Urgente à PGR para Investigar Alexandre de Moraes
- sandrapedrodocs
- 9 de fev.
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O deputado federal Coronel Meira (PL/PE) encaminhou hoje à Procuradoria-Geral da República (PGR) um ofício solicitando a abertura imediata de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O documento revela fatos novos e graves sobre encontros reservados entre Moraes, o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em meio a uma crise financeira que envolvia interesses milionários e potenciais ilícitos penais. Como agente público investido na mais alta função do Poder Judiciário, Moraes poderia estar prevaricando ao omitir ou retardar atos oficiais por interesse pessoal, conforme tipificado no artigo 319 do Código Penal Brasileiro, especialmente considerando conflitos de interesses econômicos, administrativos e jurisdicionais.
Baseado em reportagem publicada pelo portal Metrópoles, em 27 de janeiro de 2026, o ofício destaca que Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília. Em um dos encontros, ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, o ministro foi apresentado a Paulo Henrique Costa em um ambiente privado, sem registros oficiais, enquanto o Banco Master buscava “socorro financeiro” junto ao BRB para evitar o colapso. Vorcaro, segundo a matéria, convocou Costa afirmando que “o homem estava lá”, referindo-se a Moraes.
Outro episódio narrado ocorreu em 6 de novembro de 2024, quando Moraes acompanhou o resultado das eleições norte-americanas na mesma residência, em um espaço reservado descrito como um “bunker” com acesso restrito. Esses fatos, autônomos e supervenientes a uma investigação anterior, arquivada pela PGR em dezembro de 2025, levantam sérias suspeitas de conflito de interesses, especialmente considerando que o Banco Master contratou o escritório de advocacia da esposa de Moraes por R$ 129 milhões, valor que, segundo interlocutores, altera a percepção de uma mera “amizade” para uma relação potencialmente influenciada por interesses econômicos. Os fatos sugerem questionamentos sobre possível prevaricação, dado que Moraes, como agente público, estaria sujeito a responsabilidades penais por condutas que priorizem interesses privados em detrimento de deveres oficiais.
“Esses encontros reservados, envolvendo um ministro do STF, um dirigente de banco público e um empresário sob escrutínio, representam um escândalo que abala a credibilidade das instituições republicanas. A presença de Moraes na mansão de Vorcaro servia como um recado à classe política sobre o alcance da influência do banqueiro mineiro, em um momento crítico para o Banco Master”, afirmou o deputado Coronel Meira. “Solicito que a PGR instaure procedimento investigatório cabível, inclusive para apurar conexões com inquéritos em curso, e que Paulo Henrique Costa seja ouvido como testemunha para esclarecer os diálogos ocorridos.”
O deputado enfatiza que os fatos não foram analisados na investigação anterior, arquivada sem aprofundamento, e que eles podem configurar ilícitos penais, funcionais ou administrativos. “Ninguém está acima da lei. É imperativo resguardar a imparcialidade do Judiciário e assegurar que todos sejam submetidos ao império da lei, sem exceções”, concluiu Meira.
O ofício invoca o artigo 46, parágrafo único, inciso III, da Lei Complementar nº 75/1993, que solicita medidas urgentes para preservar a transparência e a responsabilidade no poder público.





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